Saiba mais sobre esta tecnologia e seu uso no mercado de seguros
Já ouviu falar em Blockchain? Se ainda não, neste artigo você vai compreender o que significa essa palavra nova no dicionário de muita gente. Vamos lá?
Blockchain é um sistema seguro de registro de informações na internet. Essa tecnologia funciona assim: as informações são armazenadas em blocos que contêm dados de data, hora, partes envolvidas na transação, ativos transacionados, entre outras. De tempos em tempos, novos blocos são gerados, unindo-se aos existentes e, por isso, o nome blockchain - cadeia de blocos.
Vale ressaltar que antes de serem inseridas na cadeia, todas as informações são validadas e aprovadas, gerando mais confiabilidade a toda rede. Assim que este processo de validação é finalizado, um código - formado por letras e números - é gerado e será a nova “identidade” de cada uma dessas informações na rede.
Além disso, a cadeia é imutável. Uma vez que as informações são inseridas, ficam registradas na rede e podem ser consultadas sempre que necessário, desde que a blockchain tenha sido construída para que parte das informações estejam transparentes aos usuários.
História
Mesmo ganhando grande relevância a partir de 2008, a tecnologia já havia sido discutida em 1991 pelos pesquisadores Stuart Haber e W. Scott Stornetta, que já descreviam um conjunto de blocos interligados utilizando criptografia para proteger a escrita e a sobrescrita de informações.
A notoriedade veio em 2008 a partir da publicação de um artigo sob a autoria do pseudônimo Satoshi Nakamoto, anunciando a criação do Bitcoin, intitulado de “Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System” (Bitcoin: Um Sistema de Dinheiro Eletrônico Pessoa para Pessoa), mas só em 2010 que a primeira transação ocorreu utilizando esse meio de pagamento.
A segunda geração de criptomoedas ganhou expansão com a criação da plataforma Ethereum em 2015, permitindo a utilização de smart contracts.
Mas você deve estar se perguntando: o que são criptomoedas e smart contracts?
Criptomoedas
As criptomoedas são moedas existentes no meio digital, podendo ser centralizadas (todos os dados passam por um ponto singular na rede) ou descentralizadas (não exigem que os dados passem por um único ponto) que utilizam a tecnologia blockchain e a criptografia para garantir a segurança e validade das informações.
O bitcoin é a primeira criptomoeda descentralizada do mundo, isto é, além de não ser regulamentada por bancos ou governos, não são necessários intermediários para comprar, receber ou enviar essas criptomoedas. Outra característica importante é que a quantidade de bitcoins é limitada, diferentemente de outras moedas, como dólar, euro e real. O bitcoin é negociado dentro da sua própria blockchain, onde são registradas todas as transações e participantes da rede.
O bitcoin foi importante para abrir portas para o desenvolvimento de outras criptomoedas, conhecidas como Altcoins, muitas vezes usando a mesma tecnologia base da blockchain, mas com a premissa de trazer melhorias para as características do bitcoin e da sua rede.
Smart Contracts
Já o termo smart contracts foi utilizado pela primeira vez em 1997 por Nick Szabo e possui propriedades semelhantes a um contrato físico, tendo como diferença a sua natureza digital. Dessa maneira, um smart contract é representado por um programa de computador que possui como principal responsabilidade a garantia de confiabilidade da terceira parte envolvida em um acordo entre dois (ou mais) interessados.
Mas, para que isso aconteça de forma segura, a distribuição do blockchain se torna necessária, juntamente com a sua imutabilidade. Ou seja, uma vez que um smart contract é criado, ele não pode ser alterado.
Imagine o cenário securitário, em que um grupo de pessoas com um interesse em comum se juntam a uma associação para garantir que, em caso de sinistro, serão indenizados.
Porém, se utilizarmos smart contract, eles serão os responsáveis por todo o gerenciamento de recursos que o grupo se firmou a cumprir. E, em caso de uma notificação de perda, toda a rede é avisada. Em caso de validação, a parte que sofreu o dano recebe automaticamente a indenização.
Seguros
A associação internacional B3i, fundada em 2016, visa fomentar o desenvolvimento de blockchain no mercado segurador europeu e foi responsável por conduzir uma pesquisa que apontou ser possível reduzir em até 30% os custos administrativos utilizando a tecnologia blockchain dentro das seguradoras.
Entre as aplicações reais da tecnologia no segmento, trazemos como exemplo o registro e seguro de bicicletas na Holanda e também em uma das insurtechs mais conhecidas do mundo, a Lemonade.
No momento do acionamento de seguro, os smart contracts da blockchain verificam imediatamente a veracidade do ocorrido e de forma automática realizam o pagamento ao cliente, trazendo uma melhor experiência e reduzindo custos operacionais para a companhia. Interessante, né?
Fonte: Porto Seguro
